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MARVEL CRIA SUPERHERÓI MIRIM COM APARELHO AUDITIVO
Depois de um super herói com deficiência visual, criado por Stan Lee e Bill Everett, o Demolidor, a Marvel Comics lança o Blue Ear, um super-herói surdo para incentivar menino a usar aparelho auditivo.

Um e-mail que quase caiu na caixa de spam da Marvel foi o responsável pelo mais novo super-herói criado pela empresa reconhecida mundialmente como uma das melhores de HQ. Trata-se do Blue Ear, um menino inspirado em personagem da vida real feito para auxiliá-lo a usar aparelho auditivo.

Tudo aconteceu porque o garoto Anthony Smith se recusava a usar seu aparelho auditivo, alegando que "nenhum super-herói usava aparelho no ouvido". Sua mãe alegou o contrário, mesmo sem ter ideia se era verdade o que ela dizia ou não.

Preocupada com os rumos que a história poderia tomar com seu filho, enviou um e-mail para a Marvel Comics, procurando ajuda. O e-mail acabou sendo lido pelo editor Bill Rosemann, que acionou sua equipe perguntando a todos de que forma poderiam ajudar a resolver aquela questão.

Tom Brevoort, também editor da Marvel, comentou sobre o Gavião Arqueiro, herói recentemente visto em Os Vingadores no cinema, que, em uma cena de batalha, ficou quase totalmente surdo e, hoje, usa um aparelho auditivo para o auxiliar. O artista Nelson Ribeiro, desenvolveu um herói criado especialmente para Anthony chamado Blue Ear.

Como se não bastasse, outro desenhista, Manny Medeiros também respondeu o e-mail da mãe e mandou um segundo desenho, desta vez com o Gavião Arqueiro e se sidekick Blue Ear.

"É muito significante esse exemplo para o Brasil. Segundo a nossa psicóloga Heloísa Nashalla, há dois momentos em que tanto a parte externa do implante coclear quanto os aparelhos auditivos tornam-se questionáveis aos nossos pacientes - quando questionam se vão usar para a vida toda e o porquê de serem diferentes. Com a atenção de quem escreve histórias em quadrinhos, seja nos EUA ou aqui no Brasil, essa abordagem será muito melhor. O exemplo da Marvel Comics merece os nossos parabéns!", disse Prof. Dr. Ricardo Ferreira Bento, diretor do Grupo de Surdez do HC-FMUSP.

E finalizou: "Tomara que essa ideia repercuta aqui também e tenhamos deficientes auditivos dentro dos grupos de personagens infantis que já existem no nosso país. Será de grande auxílio em relação a conscientização da necessidade do uso do aparelho auditivo".